Aprendi a mentir com os olhos. Além de falsos sorrisos agora carrego comigo miragens no olhar; Escondo de todas essas pessoas medíocres o que não lhes seria compreendido. A visão das pessoas param na máscara que me refugia, quando na verdade, é só uma fortaleza que trago, que faço, para manter em segredo minhas lágrimas de angústia, meus gritos desesperados, meu suicídio reprimido; Por dentro, está tudo oco, tudo trincado. Minhas estruturas já não suportam meus próprios humores, e realmente não sei de onde ainda tiro forças para continuar vagando por ai, sem saber pra onde ir, nem o que esperar. Só vagando, às molduras do preto e branco, embriagado de tristezas, tentando me encontrar.
Facebook Twitter Instagram Brenda Renan Gessica Aldinha
CREDITS

Eu já entrei em um ônibus , desejando que ele batesse, mas que ninguém se ferisse além de mim. Já atravessei a rua querendo que um caminhão não me visse e passasse em cima de mim . Não, eu não quero morrer, só apagar, desmaiar, entrar em coma, dormir por bastante tempo… Pra ver se minha mente sessa de pensamentos , que por um tempo eu possa simplesmente não pensar. Já sentei no topo de um prédio alto, imaginando como seria cair dali de cima, mas só imaginei. Não é que eu não goste de viver, é que se fosse a hora de morrer eu não fugiria.


Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.


Depois de muito tempo a gente endurece, a alma fica triste, pesada, carregada. Mas apesar de tudo, no fundo a gente continua acreditando que vai chegar alguém e mudar tudo.


Bom, hoje vou escrever sobre a minha incapacidade. Sou incapaz. Incapaz de perceber as coisas mais simples. Me ligo em detalhes esquisitos. Eu sou estranho. Não gosto de certas intimidades. Não gosto de gente cheretando no que é meu. Viram? Eu sou incapaz. Incapaz de deixar isso passar desapercebido. Ah, ninguém sabe do que estou falando né? Não vou dizer. Sou incapaz de dizer o porquê. Ficaria envergonhado. Não gosto de intimidades. Não espero que alguém entenda o que eu escrevi aqui. E por favor, não me perguntem. Eu só queria auto-desabafar.


Queria, por um dia, conseguir mudar
Deixar de ser errante, por um dia, não andar
Eu tenho uma ferida de cada lugar
Em que deixei guardada a solidão.


Sentia vontade de chorar, mas não saía lágrima alguma. Era só uma espécie de tristeza, de náusea, uma mistura de uma com a outra, não existe nada pior. Acho que você sabe o que quero dizer, todo mundo, volta e meia, passa por isso, só que comigo é muito freqüente, acontece demais.


Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.


A gente sorri pra não chorar. Sorri pra não estragar o dia do outro. Sorri pra vencer a tristeza. A gente sorri, pois de sorriso em sorriso a felicidade pode voltar.


Prometo estar com você, te dando coragem sempre que precisar, mesmo que nada dê certo no final. Fazendo-te ficar melhor quando se sentir sozinho. Contando os meus mais loucos segredos e planos. Até quando o meu coração não mais aguentar, e parar de bater.


Tenho escrito menos.

E vivido um pouco mais. A literatura de meus dias perdeu o caráter de microconto, por isso não mais os tantos posts. Virou romance que não mais se capitula em poucos parágrafos. Muitas vezes abandonei em branco o texto, pois olhava, míope, para dentro de mim e nada via senão o nebuloso vulto da ulceração que ainda gritava em vermelho. Precisava encontrar um caminho para a superfície, mas no fundo daquele poço encontrei um par de lentes.

O romance nos desafia a convicção, por vezes tira a paciência, e pode até nos subtrair alguns anos da vida, mas quando é que alguém, por um segundo que fosse, cogitou – a sério – viver sem ele? Nossas aspirações vão, cada vez mais, aproximando-se da realidade; a gente passa a prometer menos, mentir menos, e chega até a achar que, dessa vez, erraremos menos, por julgarmos saber onde escondem-se todas as bombas desse campo minado. Nem preciso lembrar que a única certeza no romance é a de se estar eternamente em apuros, saracoteando as pernas para não se deixar afundar totalmente no obscuro e indecifrável oceano que é a vida daquela pessoa com a qual estamos de mãos dadas.

Em apuros pois é perigoso. É perigoso porque a gente arrisca. E a gente arrisca porque quer. Ninguém nos obriga a viver o amor, mas a gente ama vivê-lo. Ninguém nos obriga a sentir as mesmas dores de novo, mas a gente se quebra em mil pedaços para sentir o prazer na cura. A gente acha que pode viver sem, mas as palavras soluçadas no fim de uma noite ébria evidenciam o que, para todos ao nosso redor, já era óbvio: estamos fodidos.

Em apuros não estou só eu, estamos todos nós, meus caros. Romance é o que se persegue pelas esquinas, que foge à luz dos postes, e ele está bem. Em perigo estamos nós, nesse apuro que reside na nossa urgência em vivê-lo. Vivê-lo, mesmo que torto, inacabado, ferido, precipitado, errado, proibido, ou impossível. Vivê-lo de verdade, com intensidade e sem escudos. Como deve ser, e como inevitavelmente é, quando nosso coração nos dá aquela única e inevitável rasteira que nos faz quicar no chão.

Viver o romance é estar em apuros.

Estou vivendo, e não quero ser salvo.


A grande verdade é que no fundo, ninguém gosta de ser solitário. No fundo todos gostariam de ter todos os dias alguém pra conversar, abraçar e quando for preciso chorar no ombro. É horrível passar dias sem trocar uma palavra com alguém que não seja seus pais ou irmãos. É horrível se sentir só.


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.


Tem dias que a gente não quer uma vida de aventuras. Tem dias que a gente não quer um grande amor. Tem dias que a gente só precisa saber que existe alguém do nosso lado, pro que der e vier. Essa pessoa é alguém que você ama, além de qualquer coisa. Alguém que vai fazer besteiras e coisas erradas com você. Alguém que vai te dizer “não” e vai dizer que você está errado. Alguém que vai se oferecer pra fugir com você e pra te abraçar quando você chorar. Alguém que vai bater no seu namorado quando ele te fizer mal. No meu mundo, a gente chama isso de amizade.


E quando falo com você tudo muda, meus olhos brilham, meu humor muda, meu sorriso fica mais lindo e eu me sinto melhor, esses são alguns sintomas que você causa em mim, você me traz paz me faz sentir melhor mesmo distante, e mesmo com toda essa distancia entre nós, o que eu sinto por você não vai mudar, o amor que eu sinto não vai diminuir, pelo contrario, ele vai crescer, vai aumentar, vai duplicar e meus sentimentos e o carinho imenso que eu sinto por você vai se eternizar, quero que saiba que mesmo longe, eu posso sentir você.
Essas palavras talvez não possam fazer efeito nenhum em você, não podem descrever tudo o que eu sinto, mais uma coisa eu te digo, é muito verdadeiro o que eu sinto.


Meu anjo fala gírias, simplifica palavras, faz besteiras, sente medo, sonha. Meu anjo não tem asas, mas me faz voar. Meu anjo não é perfeito, mas foi feito para mim.


1 2 »